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Hoje assinalam-se dois anos sobre a realização da Cimeira da NATO em Lisboa, a 19 e 20 de Novembro de 2010.
 
Na sua Cimeira de Lisboa, a NATO aprovou um «novo» conceito estratégico, onde se assumiu como organização ainda mais agressiva e «auto-mandatada» para intervir em todo o mundo sob qualquer pretexto, em defesa dos interesses das suas grandes potências, nomeadamente dos EUA. A Líbia foi a primeira vítima deste «novo» conceito estratégico - a agressão da NATO foi responsável por brutais e desastrosas consequências para o povo líbio.
 
Foi ainda em Lisboa que a NATO adoptou como seu o plano norte-americano de implementar o escudo anti-míssil, com o qual os EUA persistem em adquirir a possibilidade de desencadear um primeiro ataque surpresa, que permitiria anular a capacidade dissuasora de outras potências alvo - o que agrava o risco de guerra nuclear.


 
O movimento da paz em Portugal, reunido em torno da Campanha em defesa da paz e contra a cimeira da NATO em Portugal, Campanha “Paz Sim! NATO Não!”, demonstrou ao longo de todo o ano de 2010 a sua firme oposição à realização da Cimeira da NATO e seus objectivos.
 
Organizando dezenas de iniciativas por todo o país e culminando com a grande Manifestação da Campanha “Paz Sim! NATO Não!” que encheu a Avenida da Liberdade, em Lisboa, com mais de 30.000 activistas da paz, a Campanha denunciou os objectivos militaristas da Cimeira da NATO e afirmou a necessidade da construção de um mundo de paz, solidariedade e cooperação.
 
As organizações subscritores consideram que, então como agora, mantêm toda a actualidade as justas e legítimas reivindicações e aspirações em prol da paz então declaradas de:
 
- Oposição à NATO e aos seus objectivos belicistas;
 
- Retirada das forças portuguesas envolvidas em missões militares da NATO;
 
- Encerrar as bases militares estrangeiras e as instalações da NATO em território nacional;
 
- Dissolução da NATO;
 
- Desarmamento e fim das armas nucleares e de destruição maciça;
 
- Exigência do respeito e cumprimento da Constituição da República Portuguesa e das determinações da Carta das Nações Unidas, pelo direito internacional e pela soberania e igualdade dos povos.
 
20 de Novembro de 2012
 
Organizações Subscritoras:
Associação de Amizade Portugal Cuba
Associação de Intervenção Democrática – ID
Associação dos Agricultores do Distrito de Lisboa
Associação Portuguesa de Amizade e Cooperação Iúri Gagárin
Associação Projecto Ruído
Casa do Alentejo
Colectivo Mumia Abu-Jamal
Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional
Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto
Conselho Português para a Paz e Cooperação
Ecolojovem – Os Verdes
Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal
Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas
Federação Nacional de Professores
Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais
Iniciativa Jovem
Interjovem – CGTP-IN
Juventude Comunista Portuguesa
Movimento Democrático de Mulheres
Os Pioneiros de Portugal
Partido Humanista
Sindicato de Hotelaria do Centro
Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas
Sindicato Nacional da Administração Local e Regional – STAL
Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins – Coimbra
Sindicato Professores Zona Centro
União de Resistentes Antifascistas Portugueses
União dos Sindicatos de Lisboa – CGTP/IN
União dos Sindicatos do Porto – CGTP/IN
Voz do Operário

 



Manifestação Paz Sim! NATO não! de 20 de Novembro de 2010.