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Como isto pode ser justo
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Com o apoio que trazemos
Podemos mudar o mundo
Reordenar o mundo
Que anseia... ficar melhor
 
Crosby, Stills & Nash

 

A NATO, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, realiza uma reunião cimeira em Chicago, em Maio de 2012. A cimeira da NATO realiza-se ao mesmo tempo que o Grupo dos 8 (G8) reúne-se em Camp David. Nós, activistas da paz e da justiça, reuniremos numa contra cimeira para dar voz a uma nova visão da paz e segurança mundial.


 
Junte-se a nós em Chicago em 18 e 19 de Maio para uma contra cimeira para conceber e ajudar a construir um mundo mais pacífico, economicamente seguro e ambientalmente sustentável.
 
A NATO foi criada durante a Guerra Fria para integrar política e militarmente a Europa Ocidental, os Estados Unidos e Canada sob o domínio dos EUA. Apesar das suas afirmações, a NATO nunca foi uma aliança defensiva, e desde o fim da Guerra Fria foi transformada numa aliança global estruturada para travar guerras “fora da sua área” na Ásia, Médio Oriente e Norte de África, bem como para “conter” a China.
Da Jugoslávia ao Afeganistão e Líbia, os EUA usaram a NATO para realçar e ampliar uma agenda militar, económica e política que visa assegurar o domínio dos EUA e a Europa sobre o Sul Global. Distribuiu o custo destas aventuras pelos seus parceiros da NATO.
 
 
O que hoje são as cimeiras do G8 começou por ser um acontecimento anual no qual os dirigentes das maiores economias europeias – França, Alemanha, Itália e Reino Unido – reuniam-se com os dos Estados Unidos e Japão para discutir assuntos de interesse mútuo, centrando-se na economia, comércio e relações com o mundo em desenvolvimento
O Canada foi acrescentado mais tarde, e, com o fim da Guerra Fria, a Rússia.
Os dirigentes da União Europeia também participam nos encontros do G8.
 
 
Os encontros de 2012 do G8 e da NATO realizam-se numa altura de agravamento da crise económica e política. Os governos do G8 têm estado unidos na imposição de um programa de austeridade sobre as suas próprias populações e nas do resto do mundo, utilizando todos os meios disponíveis de gestão económica do Estado para conservar o valor dos activos e fluxos de rendimento da fracção mais rica da população mundial. As suas acções resultaram em desemprego maciço, a erosão dos sistemas de segurança social das economias avançadas, e aumentos de preços de bens essenciais que assolam a maioria parte da humanidade.
 
 
Estamos perante um mundo onde provavelmente teremos mais conflitos resultantes das gritantes divisões entre ricos e pobres, agravados pelos desafios sem precedentes causados pela limitação dos recursos e problemas ecológicos. A resposta da NATO consistirá em mais acontecimentos de militarismo de alta tecnologia.
 
Num discurso detalhando os objectivos da Cimeira de Chicago, o Secretário-Geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, afirmou que “Para cumprir o seu propósito essencial de salvaguardar a nossa segurança, a Aliança precisa de uma adequada combinação de capacidades: defesa convencional, nuclear e balística. Presentemente estamos a rever essa combinação para ser aprovada em Chicago.” A expansão da NATO, armas nucleares dos EU-NATO e planos de defesa anti-míssil, demonstram e intensificam, além disso, o permanente antagonismo entre a Rússia, membro do G8, e uma aliança atlântica centrada nos EUA, bloqueando qualquer avanço sobre o desarmamento nuclear.
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Enquanto ignora as necessidades humanas aqui em casa, os EUA gastaram mais de um trilião de dólares nas guerras do Afeganistão e Iraque, e outras dezenas de biliões de dólares anualmente para manter centenas de bases militares e armas nucleares por toda a Europa. Os nossos dólares de impostos devem ser utilizados para proporcionar uma segurança verdadeira, criando postos de trabalho verdes e investindo na modernização das infra-estruturas para o século XXI, água potável, educação, habitação e cuidados de saúde universais.
 
 
Já é mais do que tempo de acabar com a guerra dos EUA/NATO no Afeganistão, fazer regressar a casa todas as tropas dos EUA e da NATO e os mercenários do Afeganistão, Iraque e de todo o mundo, e de começar a livrar o mundo de armas de destruição maciça e reencaminhar os dinheiros das guerras e armas para as nossas comunidades. E é tempo de enfrentar uma política externa em que a diplomacia americana resume-se a pouco mais que ameaças militares, venda de armas, ataques com mísseis e outras formas de guerra. Uma vez mais, vemos políticos dos EUA e eleitos a visarem um país rico em petróleo no Golfo Pérsico, alegando que pode brevemente fabricar armas nucleares, uma alegação baseada em provas pouco claras, fornecidas por fontes que nunca vemos. Desta vez o alvo é o Irão, e uma vez mais os EUA tentam arrastar os seus aliados para um caminho que pode levar à guerra. Israel, armado com aviões americanos transportando bombas que penetram o solo, pode atacar primeiro, iniciando uma conflagração que seria uma catástrofe para a região e o mundo.
 
 
Como se declarou no Julgamento de Nuremberga, os julgamentos pelos EUA e os seus aliados dos criminosos de guerra Nazis, “ A guerra é essencialmente uma coisa má. As suas consequências não se limitam apenas aos estados beligerantes, mas afectam o mundo inteiro. Iniciar uma guerra de agressão não é apenas um crime internacional; é o crime internacional supremo que apenas difere doutros crimes de guerra porque contém em si mesmo todo o mal acumulado.”
 
 
 
A crise da vida quotidiana em países por todo o mundo exige uma cooperação internacional baseada no respeito pelo direito internacional e a soberania nacional, e não guerras e uma escalada global de corrida aos armamentos dirigida pelos EUA.
Ao juntarmo-nos nesta Contra Cimeira pela Paz e Justiça, podemos começar a mostrar de uma forma visível e não violenta que existem alternativas à ordem economicamente injusta e ecologicamente insustentável que o G8 tenta gerir e a NATO procura aplicar. Podemos começar a mostrar o que é um debate aberto e democrático sobre o que pode significar a verdadeira “segurança” humana, e ao fazer isto ajudar a construir um movimento para uma sociedade justa, pacífica e sustentável, onde não haverá lugar para o autoritarismo tecnocrático do G8 e a violência altamente tecnológica da NATO.
 
 
Ajude-nos a mobilizar activistas para vir a Chicago participar numa conferência internacional.
Um mundo melhor, mais pacífico, seguro e próspero é possível
 
 
Para mais informações e para assinar este apelo contacte: Judith LeBlanc (Este endereço de correio electrónico está protegido contra leitura por robôs. Necessita activar o JavaScript para o visualizar.) ou Joseph Gerson (Este endereço de correio electrónico está protegido contra leitura por robôs. Necessita activar o JavaScript para o visualizar.).
 
Organizações Apoiantes (Lista em formação.)
 
Afghans for Peace, Alliance for Global Justice*, American Friends Service Committee-Peace and Economic Security Program*, Canadian Peace Congress, CODEPINK*, Fellowship of Reconciliation*, Global Network Against Weapons & Nuclear Power in SpaceGrassroots Global Justice Alliance*, International Association of Lawyers Against Nuclear Arms, GermanyInternational Network of Engineers and Scientists for Global Responsibility. International Peace Bureau, Latin American Solidarity Coalition, Lawyers Committee on Nuclear Policy, Maryknoll Office for Global Concern, No to NATO/No to War International Coordinating Committee, Nuclear Age Peace Foundation, Peace Action*, Progressive Democrats of America, Socialist Party USA. United for Justice with Peace (Boston), United for Peace and Justice, US Peace Council*, Vermont Action for Peace, War Resisters League*, Western States Legal Foundation*, Women’s International League for Peace and Freedom*, World Peace Council, Chicago:American Friends Service Committee-Chicago*, Chicago Area CODEPINK*, Chicago Area Peace Action*.
 
*organizações na Comissão Organizadora