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a cada vez mais urgente dissolucao da nato 1 20210405 1785698279
 
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) completa 72 anos a 4 de Abril. A sua existência é totalmente injustificável à luz da Carta das Nações Unidas e contrária à paz e ao desarmamento. A sua dissolução é hoje mais do que nunca uma necessidade e uma exigência colocada aos povos do mundo.
O caráter belicista e agressivo da NATO, ao serviço dos interesses dos EUA, e a urgência da sua dissolução são há muito evidentes: nas guerras e agressões que promove; nas fabulosas despesas com armamento que assume; na doutrina nuclear que preconiza, em que se arroga no «direito» de utilização de armamento nuclear num primeiro ataque contra outro estado. Contudo, a pandemia da COVID-19 torna ainda mais claro que este bloco político-militar coloca a guerra, o intervencionismo, a corrida armamentista, o militarismo acima do direito à saúde, ao bem-estar e à própria vida.
Num momento em que, face à pandemia da COVID-19, se impunha a canalização de amplos recursos para reforçar os sistemas de saúde pública e de proteção social, a NATO continua a insistir na necessidade dos estados-membros incrementarem os seus gastos militares para pelo menos 2% dos respetivos PIB, e promove uma perigosa escalada de tensões ao eleger como “novos inimigos” a República Popular da China e a Federação da Rússia.
No respeito da Constituição da República Portuguesa, o Governo português deve pugnar pela independência nacional, pela solução pacífica dos conflitos internacionais, pela não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados, pela cooperação com todos os outros povos para a emancipação e o progresso da humanidade. Portugal deve rejeitar o militarismo, a corrida aos armamentos, a guerra, incluindo a participação de forças portuguesas na agressão contra outros povos. Portugal deve estar do lado da paz e do desarmamento!
Em mais um aniversário da NATO, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) insiste na dissolução deste bloco político-militar, como consagrado na Constituição da República Portuguesa, e a sua substituição por um sistema de segurança coletiva, com base nos princípios da Ata da Conferência de Helsínquia de 1975, com vista a assegurar a paz e a cooperação nas relações entre os povos. A paz, a soberania e os direitos dos povos assim o reclamam.
Direção Nacional do CPPC