SILVES PELA PAZ 2017
No âmbito do projecto Municípios pela Paz, do qual o Conselho Português para a Paz e Cooperação é parceiro, comemorar-se-á em Silves o Dia Internacional da Paz, 21 de Setembro.

No âmbito do projecto Municípios pela Paz, do qual o Conselho Português para a Paz e Cooperação é parceiro, comemorar-se-á em Silves o Dia Internacional da Paz, 21 de Setembro.


O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) expressa a sua solidariedade aos povos das Caraíbas e à população do Sul dos EUA, dramática e profundamente afectados pela passagem dos furacões Irma e Harvey.
Estes violentos fenómenos atmosféricos extremos provocaram a perda de vidas humanas, a destruição de importantes infra-estruturas económicas e sociais, e uma imensa devastação, embora com grau diferenciado, na Antígua, Bahamas, Barbuda, Cuba, Haiti e República Dominicana, Nevis, Saint Kitts e Santa Lucia e ainda no Sul dos Estados Unidos.

Que não se esqueça, para que nunca mais se repitam!
O Conselho Português para Paz e Cooperação (CPPC) recorda os 35 anos decorridos sobre o massacre de refugiados palestinianos – muitos dos quais crianças, mulheres e idosos – perpetrados de 12 a 18 de Setembro de 1982 pelos falangistas libaneses, com a cumplicidade e apoio de Israel, nos campos de refugiados de Sabra e Shatila, situados nos arredores de Beirute, no Líbano.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) condena o incremento da colonização dos territórios palestinianos ilegalmente ocupados por Israel, que tem o seu mais recente e revelador episódio na aprovação pelo governo israelita de um plano para construir mais 4000 colonatos nas colinas da Jerusalém ocupada.
Para além do plano que agora foi aprovado, a expressão pública, por parte de deputados israelitas e membros da maioria governamental que é responsável pela política sionista de Israel, da intenção de promover a expulsão da população árabe de Jerusalém é também ela sintomática de uma mentalidade colonialista.
A expansão dos colonatos, que não tem cessado de se incrementar, inscreve-se na tentativa de impor a ocupação como facto consumado.
A construção de colonatos é ilegal à luz do direito internacional e viola abertamente sucessivas resoluções das Nações Unidas.
O CPPC condena mais esta medida do Estado de Israel e lembra as responsabilidades dos EUA e da União Europeia que apoiam e são coniventes com a sua criminosa política sionista e colonialista contra o povo palestiniano.
É através da unidade e da luta do povo palestiniano e das suas organizações representativas, da luta do movimento pela paz e das forças progressistas em Israel, com o apoio da solidariedade internacional, que se pode vencer a violência e a prepotência das autoridades israelitas, abrindo caminho à concretização do direito do povo palestiniano a um Estado da Palestina, livre e independente, com as fronteiras de 1967 e capital em Jerúsalem Leste, e ao respeito do direito de regresso dos refugiados palestinianos – como impõe o espirito e a letra da Carta das Nações Unidas e exigem inúmeras resoluções da ONU.