
“Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar”
Nada É Impossível De Mudar, BERTOLD BRECHT
In Resolução da XXI Assembleia da Paz - 14 de Novembro de 2009
Introdução
Desde a sua última Assembleia da Paz, realizada em Novembro de 2009, o Conselho Português para a Paz e Cooperação foi chamado a dar resposta a importantes e exigentes responsabilidades perante o movimento e a luta pela paz, tanto em Portugal como ao nível internacional.
Em Novembro de 2009, o CPPC, no quadro dos seus princípios fundadores, apontou como principais vectores para a sua intervenção no biénio 2009/2011:
- A luta contra a NATO, criando condições que permitissem, aquando da realização da sua Cimeira em Portugal, «encontrar uma resposta forte do movimento da paz contra as suas pretensões»;
- A Luta contra o militarismo, com particular relevo para a militarização da União Europeia, e pela defesa do Direito Internacional;
- A Solidariedade e Cooperação com todos os povos do mundo, em particular com os povos do Próximo e Médio Oriente, da América Latina, das Caraíbas, de África e Timor-Leste;
O CPPC aponta ainda como prioridades para o reforço da sua actividade neste mesmo biénio: a dinamização e funcionamento regular dos seus órgãos; o reforço da intervenção e criação de mais comissões de paz e a sua boa articulação com a Direcção Nacional; a dinamização da actividade das linhas e dos grupos de trabalho temáticos; o incentivo à participação dos seus aderentes nas actividades; o reforço e a regular divulgação da sua intervenção (junto dos seus aderentes, do movimento da paz e de outras entidades), nomeadamente, através do «Notícias da Paz», da página da internet do CPPC e outras publicações; e o assegurar uma adequada situação financeira, promovendo o pagamento regular da quotização e a angariação de fundos que suportem o desenvolvimento da sua actividade.
O CPPC definiu igualmente a continuação da assunção das suas responsabilidades no quadro do Conselho Mundial da Paz - que assinalou o seu 60º aniversário em 2010 - contribuindo para o seu reforço.
Partindo da clara consciência de que a evolução da situação mundial nos últimos dois anos justificaria uma muito ampla e diversificada acção que, compreensivelmente, seria muito difícil para o CPPC, com as suas actuais condições, abarcar em toda a sua extensão, este relatório, embora não reflectindo de forma exaustiva toda a actividade realizada, entre Novembro de 2009 e Novembro de 2010, procura sintetizar alguns dos seus mais importantes aspectos.
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«A luta contra a NATO, criando condições que permitissem, aquando da realização da sua Cimeira em Portugal, «encontrar uma resposta forte do movimento da paz contra as suas pretensões»»
A intensa, regular e diversificada intervenção que o CPPC realizou em torno da Cimeira da NATO - que teve lugar em Lisboa, a 19 e 20 de Novembro de 2010 - constituiu um momento marcante da sua actividade, com importantes repercussões ao nível do movimento e da luta pela paz em Portugal, na Europa e no Mundo.
Nesta Cimeira, como o CPPC então alertou, a NATO reformulou o seu conceito estratégico, abertamente ostensivo, anunciando a sua pretensão de intervir em qualquer parte do mundo sob a desculpa de um qualquer pretexto, se possível, instrumentalizando a Organização das Nações Unidas, tentando sobrepor o seu poderio político-militar a toda a estrutura político-jurídica mundial, assumindo-se, desta forma, como a mais séria ameaça à segurança e à paz no Mundo.
Como determinado pela Assembleia da Paz e com plena consciência das suas responsabilidades, o CPPC tomou a iniciativa de mobilizar e articular vontades, tomando posição e realizando iniciativas «sobre as questões vitais da Paz e da guerra, dos direitos humanos e da lei internacional que a presença e a doutrina da NATO colocam, como matérias de reflexão e acção conjunta dos cidadãos portugueses, dos povos e das organizações amantes da paz», tendo convidado «todas as organizações e pessoas de boa fé e amantes da paz, da amizade e da cooperação entre os povos, para conjunta e publicamente manifestarem o seu repúdio pelas intenções, a presença militar e a acção bélica protagonizadas pela NATO e afirmarem a necessidade urgente de um futuro de paz e harmonia entre os povos».
Deste modo, o CPPC esteve desde o primeiro momento envolvido na criação, articulação, coordenação, mobilização, organização e concretização da «Campanha em defesa da Paz e contra a cimeira da NATO em Portugal - Campanha Paz Sim! NATO Não!».
A «Campanha Paz Sim! NATO Não!», constituída a 23 de Janeiro de 2010 pelo movimento da paz em Portugal, congregou em torno de um apelo comum mais de cem organizações portuguesas - entre outras, do movimento da paz, sindical, da juventude, associativo, das mulheres, partidos políticos -, das mais variadas e representativas do País, tendo dado corpo e expressão ao que de mais rico e abrangente existe em termos de unidade dos trabalhadores e do povo português na luta pelos seus direitos, incluindo a paz.
A «Campanha Paz Sim! Nato Não!» desenvolveu uma ampla, permanente e variada actividade durante 10 meses - desde Janeiro de 2010 até à realização da Cimeira da NATO, a 19 e 20 de Novembro de 2010 -, de que se podem destacar:
- A «Manifestação Paz sim! NATO não!», convocada, promovida e organizada pela «Campanha Paz Sim! NATO Não!», que se realizou do Marquês de Pombal aos Restauradores, em Lisboa, a 20 de Novembro de 2010, e que contou com a participação de mais de 30.000 pessoas, constituindo uma grande expressão da rejeição da NATO e da guerra, de afirmação da necessidade da Paz e de um outro rumo para um mundo mais justo e solidário. Na manifestação intervieram o Comité Nacional Preparatório do XVII Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, o Conselho Mundial da Paz, a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional e o Conselho Português para a Paz e Cooperação em nome da «Campanha Paz sim! NATO não!»;
- A petição dirigida à Assembleia da República que contou com a subscrição de mais de 13.000 cidadãos e cidadãs, que tomaram como seus os objectivos da «Campanha Paz Sim! NATO Não!», tendo oportunidade para encontro com Grupos Parlamentares e levando esses objectivos a serem debatidos em sessão plenária da Assembleia da República;
- O Concerto «Pela Paz! Não à NATO! – Vamos encher o Cinema Batalha!», realizado no Porto, a 14 de Novembro de 2010;
- O Acampamento juvenil, integrado na preparação do XVII Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, que se realizou de 23 a 25 de Julho de 2010, em Avis;
- As actividades desportivas e culturais promovidas pela Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, na manhã de 20 de Novembro de 2010, em Lisboa;
- A realização de diversas iniciativas de denúncia e rejeição das agressões ao Iraque, à Jugoslávia, ao Afeganistão e o assinalar dos 65 anos da vitória dos povos sobre o nazi-fascismo e do lançamento das bombas sobre Hiroxima e Nagasaki;
- A criação de núcleos regionais da «Campanha Paz Sim! NATO Não!» no Algarve, no Litoral Alentejano; em Aveiro; em Braga; em Coimbra; no Porto e em Santarém;
- A realização, por todo o país, de largas dezenas de debates, concertos, ciclos de cinema, acções de rua, distribuições de documentos e outras variadas formas de contacto com os cidadãos e cidadãs;
- A participação nas grandes manifestações realizadas pela CGTP-IN em 2010, afirmando que a luta pela paz e contra a guerra é parte integrante e condição necessária para o progresso e a justiça social;
- A edição e distribuição de dezenas de milhar de materiais impressos (entre outros: cartazes, faixas, pendões, panos, folhetos, jornais, autocolantes, camisolas e pins);
- A criação de uma página da Campanha (http://www.pazsimnatonao.org/) e a activa utilização de «redes sociais»;
A «Campanha Paz sim! NATO não!» teve igualmente o significativo apoio internacional, nomeadamente do Conselho Mundial da Paz e da Federação Mundial da Juventude Democrática.
Por iniciativa do CPPC e em colaboração com o CMP mais de 30 organizações amantes da paz de todo o mundo subscreveram uma tomada de posição de apoio à «Campanha Paz Sim! NATO Não!».
O CPPC promoveu ainda, em colaboração com o Conselho Mundial da Paz, o Encontro Internacional «Paz Sim! Nato Não! – NATO, inimiga da paz e dos povos – Dissolução!», no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada, a 19 de Novembro de 2010. Neste Encontro intervieram representantes do movimento da paz de 12 países da Europa, do Médio Oriente e da América (CEBRAPAZ (Brasil), EEDYE (Grécia), German Peace Council (Alemanha), Forum for the World of Equals (Sérvia), Peace Association of Turkey (Turquia), Cyprus Peace Council (Chipre), US Peace Council (Estados Unidos), Syrian National Peace Council (Síria), Iran Association for the Defense and Peace, Solidarity and Democratic Rights (Irão), INTAL (Bélgica), Droit e Solidarite IADL (França) e CEDESPAZ (Espanha)).
Os representantes do CMP e as delegações do movimento da paz desfilaram na Manifestação da «Campanha Paz sim! NATO não!», onde interveio Socorro Gomes, Presidente do Conselho Mundial da Paz.
Durante este período, coube igualmente ao CPPC um papel determinante no combate a tentativas de divisão do movimento da paz, fomentadas quer a nível internacional quer nacional.
O CPPC pela sua firme posição e actividade contribuiu para a rejeição e derrota de tentativas de condicionamento e de subordinação do movimento da paz em Portugal a uma qualquer entidade sem ligação, raízes ou intervenção na luta pela paz em Portugal.
Confrontados com a firme e responsável posição do CPPC de que, mantendo-se aberto à cooperação, seria da vontade e da iniciativa do movimento da paz em Portugal que surgiriam as acções a realizar por ocasião da Cimeira da NATO, e que as suas relações no plano internacional decorriam essencialmente da sua ligação ao CMP, aqueles que viram goradas as suas tentativas de instrumentalização do movimento da paz em Portugal, optaram por manter uma linha de confronto, de desinformação e de autêntica provocação. Contudo todas estas tentativas foram goradas pela «Campanha Paz Sim! NATO Não!» e a sua intensa actividade.
O CPPC integrou a Comissão coordenadora da «Campanha Paz sim! NATO não!» e organizou, promoveu e participou em dezenas das suas iniciativas por todo o país. Entre outros exemplos, foi na Casa da Paz que se sediou toda a logística da «Campanha Paz Sim! NATO Não!» e que se realizaram as reuniões da Comissão coordenadora. Foi o CPPC que, no quadro da «Campanha Paz Sim! NATO Não!», ficou com a responsabilidade da edição dos documentos e pela criação e manutenção das páginas na «internet». Foi a partir do CPPC que, com a colaboração de jovens activistas pela paz, se produziu e colocou propaganda da «Campanha Paz Sim! NATO Não!» pelas ruas de Lisboa.
O CPPC reitera a saudação que endereçou então às Organizações amigas que integraram a «Campanha Paz Sim! NATO Não!» as quais, superando diferenças, mas em espírito de franca cooperação e com muito trabalho e dedicação, conseguiram em conjunto assinaláveis resultados alcançados, propondo que juntos continuemos a cooperar, com igual convicção e entusiasmo, neste combate por um país mais soberano e justo e por um mundo mais solidário e pacífico.
Responder às exigentes questões colocadas pela «Campanha Paz Sim! NATO Não!», enquanto manteve a sua própria actividade, exigiu dos activistas do CPPC um esforço digno de referência e valorização. Por isso o CPPC saudou igualmente «os nossos aderentes e amigos do CPPC porque com inteligência e dedicação tornaram possíveis os resultados alcançados».
O CPPC deu no quadro da sua intervenção em torno da realização da Cimeira da NATO em Portugal um contributo significativo para que: o movimento pela paz em Portugal interviesse em toda a sua diversidade; tivesse expressão a causa da luta pela paz protagonizada por milhares de activistas; e fosse levantado bem alto o princípio da «dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos» consagrado na Constituição da República.
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«A Luta contra o militarismo, com particular relevo para a militarização da União Europeia, e pela defesa do Direito Internacional»
A actividade do CPPC em torno da luta contra o militarismo, com particular relevo para a militarização da União Europeia, e pela defesa do Direito Internacional teve uma multifacetada expressão, que, no entanto, se torna necessário desenvolver.
Um dos objectivos que esteve presente na intervenção do CPPC foi a valorização e defesa da Constituição da República Portuguesa e dos princípios que esta estabelece para a política externa portuguesa, designadamente no seu artigo 7º. Referem-se algumas das iniciativas do CPPC neste âmbito:
- Tomada de posição assinalando os «35 anos da Constituição de Abril - Defendê-la e cumpri-la!», a 1 de Abril de 2011, valorizando-a e alertando para a necessidade da sua defesa, designadamente, no que consagra no seu artigo 7º.
- Participação no debate «A Constituição da República Portuguesa e a Paz», promovido pela Plataforma «Juventude com Futuro é com a Constituição do Presente!» (que o CPPC integrou), no «Acampamento pela Paz», realizado de 22 a 24 de Julho, em Avis.
- Tomadas de posição («Nos 36 Anos do 25 de Abril – Cumpra-se o art.º 7º da Constituição» e «Saudação à Revolução de Abril») e participação nos desfiles comemorativos do 25 de Abril, em Lisboa (2010 e 2011).
Relativamente à denúncia dos objectivos e da acção belicista da NATO, para além das actividades desenvolvidas no âmbito da «Campanha Paz Sim! NATO Não!», referem-se as seguintes iniciativas promovidas pelo CPPC ou em que este participou:
- Tomada de posição assinalando o 62º aniversário da criação da NATO, denunciando e condenando a sua acção e reafirmando os objectivos proclamados pela «Campanha Paz Sim! NATO Não!», a 4 de Abril de 2011.
- Tomada de posição «Sobre o grave envolvimento de Portugal na estrutura militar da NATO» a propósito da reunião do conselho de ministros da NATO, de 8 e 9 de Junho, onde foi decidido transferir para Portugal o «comando operacional» da força marítima de reacção rápida «Strikfornato», que superintende a Sexta Esquadra dos Estados Unidos da América e de forças navais de outros estados membros.
- Tomada de posição e realização de um «Acto de luta pela paz e protesto contra a NATO» na ocasião da deslocação do Secretário-geral da NATO a Portugal, a 8 de Setembro de 2011, frente à Residência Oficial do Primeiro-ministro, em Lisboa.
- Tomada de posição «Uma nova ameaça à Paz - Sistema antimíssil dos EUA na Europa», sobre a cedência pelo governo espanhol da Base da Rota à NATO e a integração desta, a partir de 2013, no sistema antimíssil promovido pelos EUA na Europa - que, na última Cimeira da NATO, realizada em Lisboa, a aliança norte atlântica adoptou como seu (22 de Outubro de 2011).
Na sua acção o CPPC continuou a denunciar os objectivos e consequências da militarização da União Europeia, como pilar europeu da NATO, nomeadamente, tendo sido convidado a intervir:
- Na conferência «Pela Paz no Mundo. Contra a NATO e a militarização da UE», promovida pelo Grupo da Esquerda Unitária Europeia / Esquerda Verde Nórdica do Parlamento Europeu, a 29 de Outubro de 2010, em Lisboa.
- E na conferência «União Europeia como força propulsora para o armamento», promovida pelo Grupo da Esquerda Unitária Europeia / Esquerda Verde Nórdica do Parlamento Europeu, a 9 de Novembro de 2011, em Bruxelas.
O CPPC continuou a pugnar pelo fim das Bases Militares Estrangeiras (nomeadamente na Península Ibérica), nesse sentido:
- Participou na «MARCHA À ROTA», tradicional iniciativa de protesto contra a guerra e pela exigência de uma Península Ibérica livre de Armas Nucleares e Bases Militares estrangeiras, realizada a 6 de Novembro de 2011 (em 2010 a Marcha da Rota realizou-se a 7 de Novembro, pelo que não foi possível assegurar a participação do CPPC, tendo em conta a realização da Cimeira da NATO, a 19 e 20 de Novembro, em Lisboa).
- Participou na conferência internacional contra as bases militares estrangeiras, realizada em Guantanamo, em Cuba, dias 4 e 5 de Maio de 2011.
O CPPC continuou a intervir por um Mundo Livre de Armas Nucleares Armas nucleares, tendo:
- Por ocasião da Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear, promovida pela ONU, em Nova Iorque, 22 organizações portuguesas, incluindo o CPPC, adoptado uma posição comum «Por um Mundo Livre de Armas Nucleares!», que foi entregue à ONU e aos órgãos de soberania nacionais (Maio de 2010).
- Participado num seminário promovido pelo Senado Brasileiro, em parceria com o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (CEBRAPAZ) e o Conselho Mundial da Paz (CMP), dedicado à «Revisão do Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares», a 7 de Abril de 2010.
- E tomado posição assinalando o lançamento das bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki (Agosto de 2010 e 2011).
O CPPC sublinhou a actualidade e premência da luta pela paz e do combate ao militarismo e à guerra, nomeadamente:
- Tomando posição no Dia Internacional da Paz insistindo no alerta para os perigos da escalada militarista e dos ataques ao direito internacional, pugnando pela defesa da Carta da ONU e da causa da paz (21 de Setembro de 2010 e 2011).
- Participando, em parceria com a Associação Iúri Gagárin, na sessão pública que assinalou o 65º aniversário do fim da guerra e da vitória sobre o nazi-fascismo, realizada a 8 de Maio de 2010, em Lisboa.
O CPPC teve ainda como preocupação constante na sua acção a consciencialização de que a luta e a conquista da paz são condição necessária e parte integrante da luta e conquista do progresso social por parte dos povos. Neste sentido o CPPC:
- Participou nas manifestações da CGTP-IN assinalando o 1º de Maio, incluindo com um stand do CPPC (2010 e 2011) e tomadas de posição intituladas «Em Maio, lutar pela Paz!» (2010) e «Saudações ao 1º de Maio – Contra as injustiças e as desigualdades, pela soberania e a paz» e nas manifestações de 19 de Março e de 1 de Outubro de 2011, sob o lema «Pela paz e o progresso social».
- Comemorou o Dia Escolar da Não-Violência e da Paz, participando numa iniciativa do Agrupamento de Escolas do Barreiro, a 1 de Fevereiro de 2011.
- Assinalou ainda o Dia Mundial da Criança, participando numa iniciativa alusiva à paz promovida pela Associação Os Pioneiros de Portugal, realizada no Seixal, a 4 de Junho de 2011.
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«A Solidariedade e Cooperação com todos os povos do mundo, em particular com os povos do Próximo e Médio Oriente, da América Latina, das Caraíbas, de África e Timor-Leste»
Apoiando a luta e a resistência dos povos contra a guerra e a ocupação, contra a ingerência estrangeira, a chantagem ou ameaça de intervenção militar, e o direito ao exercício da autodeterminação, pela liberdade e justiça, e a soberania dos seus países, o CPPC procurou intervir em muitos dos momentos importantes que caracterizaram a evolução da situação mundial nestes dois últimos anos, de que são exemplo a solidariedade com:
A luta do povo palestino contra a ocupação e a repressão israelitas e pelo direito a um Estado livre e independente, com as fronteiras de 1967 e com capital em Jerusalém Leste, tendo promovido ou participado nas seguintes actividades:
- Participação no debate promovido em parceria com o MPPM no Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano, realizado em Lisboa, a 28 de Novembro de 2009.
- Participação na campanha que denunciou o Acordo EPAL / MERKOROT (Novembro de 2009).
- Audiências com grupos parlamentares da Assembleia da República sobre o Acordo EPAL / MERKOROT (Dezembro de 2009).
- Tomada de posição sobre a passagem de um ano sobre o início da criminosa incursão militar israelita contra a população palestiniana da Faixa de Gaza (17 de Dezembro de 2009).
- Participação na manifestação frente à Embaixada de Israel e noutras acções no quadro da «Iniciativa Lembrar Gaza», assinalando a passagem de um ano sobre o início da criminosa incursão militar israelita contra a população palestiniana da Faixa de Gaza (Dezembro de 2009 e Janeiro de 2010).
- Sob o lema «Basta de crimes! Fim ao bloqueio a Gaza! Fim à ocupação israelita! Palestina independente!», 42 organizações, incluindo o CPPC, convocaram uma concentração, no dia 2 de Junho de 2010, frente à Embaixada de Israel, em Lisboa, condenando o ataque de Israel contra barcos que transportavam ajuda humanitária para Gaza.
- Tomada de posição repudiando a deslocação do MNE de Israel a Portugal (Janeiro de 2011).
- Tomada de posição «CPPC condena o veto da Administração norte-americana no Conselho de Segurança das Nações Unidas» à resolução que condenava a construção de colonatos israelitas nos territórios ocupados da Palestina (21 de Fevereiro de 2011).
- Tomada de posição repudiando a brutal violência com que o exército israelita reprimiu as manifestações populares palestinianas por ocasião do 63.º aniversário da expulsão dos palestinianos dos seus territórios (25 de Maio de 2011).
- Tomada de posição condenando o acto de terrorismo de estado perpetrado por Israel contra civis desarmados, palestinos e sírios, que assinalavam a «guerra dos Seis Dias», em que Israel ocupou ilegalmente os territórios dos Montes Golã, da Faixa de Gaza, da Cisjordânia e Jerusalém Oriental (8 de Junho de 2011).
- Abaixo-assinado entregue ao Primeiro-ministro, promovido em parceria com a CGTP-IN e o MPPM, subscrito por 50 organizações, «Pelo reconhecimento do Estado palestiniano como membro das Nações Unidas - Pelo respeito dos legítimos direitos do povo palestiniano», apelando ao Governo Português para que apoie, no Conselho de Segurança e na Assembleia Geral da ONU, o reconhecimento do Estado da Palestina – com fronteiras nos territórios ocupados em 1967, incluindo Jerusalém Leste – como membro de pleno direito da Organização das Nações Unidas (19 de Julho de 2011).
- Realização de uma sessão pública «Pelo reconhecimento do Estado da Palestina como membro das Nações Unidas», promovida em parceria com a CGTP-IN e o MPPM, a 19 de Setembro de 2011, em Lisboa.
- Participação na missão de solidariedade para com o povo Palestino, co-organizada pelo Conselho Mundial da Paz (CMP) e pela Federação Mundial das Juventudes Democráticas (FMJD), que se deslocou à Palestina, de 18 a 22 de Setembro de 2011, expressando o apoio à luta do povo palestino e ao reconhecimento do Estado Palestino como membro de pleno direito da ONU.
- Tomada de posição saudando o povo palestino pela vitória que constitui a admissão da Palestina como membro de pleno direito da UNESCO (2 de Novembro de 2011).
A luta do povo saharaui pelo fim da ocupação do Sahara Ocidental e da repressão contra o seu povo por parte do Reino de Marrocos, pela concretização do seu inalienável direito à auto-determinação, tendo promovido ou participado nas seguintes actividades:
- Audiências com grupos parlamentares da Assembleia da República sobre a situação no Sahara Ocidental (Novembro de 2009)
- Declaração de solidariedade e apoio para com Aminetu Haidar, activista saharaui em greve de fome pela autodeterminação e liberdade do seu povo e pátria, ocupada por Marrocos há 34 anos (26 de Novembro de 2009).
- Participação nas «Jornadas de Solidariedade com o Povo Saharaui» realizadas em Sevilha, a 27 de Novembro de 2009.
- Participação na Vigília de Solidariedade com Aminetu Haidar, promovida pela Amnistia Internacional, em Lisboa, a 4 de Dezembro de 2009.
- Deslocação aos acampamentos de refugiados saharauis e participação no Congresso da UJSário (5 a 7 de Dezembro de 2009).
- Realização de exposição fotográfica sobre o Sahara Ocidental, em Lisboa (Fevereiro de 2010).
- Realização de acção comemorativa do 34º aniversário da proclamação da República Árabe Saharaui Democrática, realizada em Lisboa, a 27 de Fevereiro de 2010.
- O CPPC organizou uma caravana de solidariedade aos acampamentos de refugiados saharauis, localizados em Tinduf, na Argélia, de forma divulgar e sensibilizar a opinião pública portuguesa para a justa causa deste povo. Durante a estadia foi inaugurada a escola de ensino básico 10 de Maio, em Dajla, que foi reabilitada com o apoio de vários municípios portugueses, por iniciativa do CPPC (27 de Março a 3 de Abril de 2010).
- Edição de folheto de solidariedade com a luta do povo saharaui - «Direitos versus poder» (12 de Abril de 2010).
- Tomada de posição denunciando a violência perpetrada pelo Reino de Marrocos contra o povo saharaui nos territórios ocupados (12 de Março de 2010).
- Participação na audiência promovida pelo MDM sob o lema «Participação das mulheres saharauis na sociedade», realizada em Évora, a 27 de Março de 2010.
- Sob o lema «Reforçar a solidariedade é urgente», o CPPC, na ocasião da estadia em Portugal de Salem Lebsir, Governador do acampamento de Dajla e dirigente da Frente Polisário, organizou um programa de iniciativas que teve como objectivo o reforço da solidariedade portuguesa com o povo do Sahara Ocidental. Do programa constou encontros com sindicatos, autarquias e grupos parlamentares (Setembro de 2010).
- Tomada de posição «Solidariedade para com o povo do Sahara Ocidental», repudiando os massacres perpetrados pelo exército marroquino no «Acampamento da Liberdade» (9 de Novembro de 2010).
- O CPPC participou, intervindo, na sessão solene com a participação da activista saharaui Aminatu Haidar, realizada a 10 de Novembro de 2010, na Reitoria da Universidade de Lisboa.
- Tomada de posição e realização de uma singela sessão comemorativa por ocasião do 35º aniversário da proclamação da República Árabe Saharaui Democrática (que se assinalou a 27 de Fevereiro de 2011), na sede do Conselho Português para a Paz e Cooperação, a 26 de Fevereiro de 2011.
- Tomada de posição de «Solidariedade com a justa causa do povo saharaui - Fim à repressão e ao colonialismo do Reino de Marrocos! Pelo cumprimento do direito è autodeterminação do Povo Saharaui!», condenando a escalada de agressão e repressão levada a cabo, desde 25 de Setembro, por colonos e forças repressivas marroquinas contra a população saharauí de Dakhla (Djala) - nos territórios ilegalmente ocupados do Sahara Ocidental (4 de Outubro de 2011).
- Participação na «5ª Conferência Intersindical de Solidariedade com os Trabalhadores e o Povo Saharaui», promovida pela CGTP-IN e realizada a 27 e 28 de Outubro, em Lisboa,
Com os povos do Afeganistão, do Iraque e da ex-Jugoslávia, pelo fim das agressões e da ocupação dos EUA e da NATO, pela conquista da sua soberania, tendo promovido as seguintes actividades:
- Tomada de posição assinalando os sete e os oito anos de invasão e ocupação do Iraque por parte dos EUA e seus aliados (Março de 2010 e de 2011).
- Tomada de posição a 24 de Janeiro de 2011 assinalando o 20º aniversário da «Primeira guerra do Golfo», ataque dos EUA e da NATO ao Iraque que teve inicio a 17 de Janeiro de 1991, com as operações terrestres a efectuarem-se a partir de 24 de Janeiro de 1991.
- Tomada de posição sobre os «10 anos de morte e destruição», assinalando o 10º aniversário do início da agressão e ocupação do Afeganistão por parte dos EUA e da NATO (7 de Outubro de 2011).
- Tomada de posição e acção assinalando o 11º aniversário do inicio dos bombardeamentos da NATO à ex-Jugoslávia (27 de Março de 2010).
- Tomada de posição assinalando o 12º aniversário do inicio dos bombardeamentos da NATO à ex-Jugoslávia (24 de Março de 2011).
Com os povos árabes do Magrebe e do Médio Oriente em luta pelo fim da repressão, pela conquista da democracia, do progresso social e da soberania e independência dos seus países face aos EUA e à UE, tendo promovido ou participado nas seguintes actividades:
- Tomadas de posição de solidariedade para com a luta do povo egípcio (4 e a 14 de Fevereiro de 2011).
- A realização de um debate, em parceria com a CGTP-IN e o MPPM, subordinado ao tema «EM LUTA PELA MUDANÇA! - As revoltas populares no Magrebe e Médio Oriente», na Casa do Alentejo, a 18 de Fevereiro de 2011.
- A realização de um debate sobre a situação no Magrebe e Médio Oriente, realizado no Barreiro, a 25 de Fevereiro de 2011.
- Tomada de posição condenando a invasão do Bahrein por forças militares estrangeiras (17 de Março de 2011).
- Participação num debate promovido pelo Clube Estefânia subordinado ao tema «AS REVOLTAS NO MUNDO ÁRABE», realizado a 29 de Março de 2011.
- Participação no colóquio promovido pela Liga Portuguesa dos Direitos Humanos/CIVITAS em parceria com a Representação em Portugal da Comissão Europeia, realizado a 2 de Abril de 2011, em Lisboa, sobre «A Situação no norte de África e suas repercussões na Europa».
- Participação no debate promovido pelo Movimento pela Paz – Braga, subordinado ao tema: «O Mundo Árabe em Revolta, a guerra não é solução», realizado a 8 de Abril de 2011.
Com o povo líbio contra a agressão e a ocupação da NATO, pelo respeito dos seus direitos, nomeadamente da sua soberania, ou seja, do direito a decidir do seu presente e futuro, tendo promovido ou participado nas seguintes actividades:
- Tomada de posição alertando para o perigo da agressão à Líbia (1 de Março de 2011).
- Promoção de uma tomada de posição, subscrita por 28 organizações, pugnando pela resolução pacífica do conflito na Líbia, rejeitando qualquer ingerência estrangeira e exigindo que o Governo Português, actualmente com assento no Conselho de Segurança da ONU, actue em consonância com a Constituição da República Portuguesa, nomeadamente do seu artigo 7º (Março 2010).
- Participação na manifestação da CGTP-IN, realizada a 19 de Março de 2001, com um pano rejeitando a agressão à Líbia.
- Realização de uma concentração e edição de folheto de repúdio pelas agressões imperialistas aos povos da Líbia e do Bahrein e pela exigência da paz, frente à Embaixada dos EUA, em Lisboa, a 23 de Março de 2011.
- Realização de um debate sobre o tema «A situação na Líbia e no Mundo Árabe, em debate», a 14 Abril de 2011, em de Espinho.
- Tomada de posição denunciando e condenando a agressão da NATO à Líbia sob o lema: «LÍBIA - Fazer a Paz! Defender os Povos!» (14 de Junho de 2011).
- Tomada de posição contestando o reconhecimento por parte do Governo Português do auto-proclamado Conselho Nacional de Transição da Líbia (2 de Agosto de 2011).
- Tomada de posição «NATO provoca desastre humanitário em Sirte - Parar a agressão à Líbia», sobre o massacre que foi perpetrado pela NATO e pelo CNT contra a população de Sirte e de outras cidades da Líbia (10 de Outubro de 2011).
Com o povo cubano contra o criminoso bloqueio dos EUA e pela libertação dos cinco patriotas cubanos presos nos EUA, , tendo participado nas seguintes actividades:
- Participação na sessão pública com o tema «Solidariedade com os trabalhadores e o povo de Cuba», promovida pela CGTP-IN, a 26 de Novembro de 2009.
- Participação no acto de solidariedade para com os cinco patriotas cubanos, realizado na Embaixada de Cuba, a 13 de Agosto de 2010.
- Presença no almoço comemorativo do 50º aniversário da revolução cubana, promovido pela Associação de Amizade Portugal – Cuba, em Lisboa, a 12 de Fevereiro de 2011.
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«O CPPC definiu igualmente a continuação da assunção das suas responsabilidades no quadro do Conselho Mundial da Paz - que assinalou o seu 60º aniversário em 2010 - contribuindo para o seu reforço»
O CPPC deu continuidade a uma importante actividade internacional, quer no âmbito do Conselho Mundial da Paz - onde integra o secretariado e é coordenador da região Europa -, quer ao nível das suas relações bilaterais. Entre outras actividades, o CPPC:
- Participou na Conferência da VREDE (movimenta da paz belga), realizada em Bruxelas, a 17 de Novembro de 2009;
- Assinalou o 60º aniversário do CMP através da realização de um simpósio internacional, a 31 de Janeiro de 2010, em Lisboa, sob o lema: «Contra a Guerra – 60 anos de Luta pela Paz», que contou com a presença de representantes do movimento pela paz de cerca de uma dezena de países.
- Em parceria com o CMP, realizou o já referido encontro internacional, a 19 de Novembro de 2010, em Almada, sob o lema: «Paz Sim! NATO Não! NATO inimiga da Paz e dos povos – Dissolução», que reuniu dezenas de participantes de 13 países.
- Participou em duas reuniões do Secretariado do CMP – Bruxelas, 10 e 12 de Outubro de 2010 e de 17 e 18 de Outubro de 2011 –, e numa do seu Comité Executivo – Havana, 29 e 30 de Abril de 2011.
- Para além da reunião das organizações do CMP da região Europa realizada a 30 de Janeiro de 2010, em Lisboa, organizou em Bruxelas, em estreita colaboração com o CMP, mais duas outras reuniões da região Europa, por ocasião e antecedendo as acima referidas reuniões do Secretariado.
- Esteve ainda presente no Fórum Social Mundial, realizado em Dakar, no Senegal, de 6 a 11 de Fevereiro de 2011.
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«O reforço da actividade do CPPC»
Na última Assembleia da Paz o CPPC definiu um conjunto de linhas de intervenção (descritas na introdução deste relatório) para o seu reforço orgânico, tendo como objectivo o desenvolvimento da sua acção.
Durante este último biénio, o CPPC assinalou o 35º aniversário da sua formalização (a 24 de Abril de 1976), com um texto intitulado «Pela Paz e a Cooperação entre os povos! 35º Aniversário da formalização do Conselho Português para a Paz e Cooperação» (Abril de 2011), que valoriza a rica história do movimento da paz em Portugal durante os negros anos da ditadura fascista de Salazar e Caetano e após a Revolução de Abril. Uma história heróica, feita de coerência e determinação, para a qual o CPPC tanto contribuiu e continua a contribuir. O Conselho Português para a Paz e Cooperação saudou nessa ocasião «todos os seus aderentes e as organizações e todos os cidadãos e cidadãs com quem tem estado lado a lado ao longo de vários anos, renovando o seu apelo a todos os amantes da paz para que connosco participem na construção de um mundo de paz, solidariedade e de cooperação entre os povos».
O CPPC para além de promover iniciativas próprias, procurou em diversos momentos articular a sua acção com a de outras organizações. Se a «Campanha Paz Sim! NATO Não!» foi exemplo maior do que pode ser alcançado quando se promove uma ampla base unitária de trabalho, não foi certamente a única que o CPPC promoveu ou em que participou.
Privilegiando a procura de bases de entendimento com outras organizações do movimento da paz na prossecução de objectivos convergentes e comuns, o CPPC promoveu ou participou em várias outras tomadas de posição conjuntas, campanhas e plataformas, de que são exemplo: a rejeição e condenação da agressão da NATO à Líbia; o apoio ao reconhecimento da Palestina enquanto membro de pleno direito da ONU; a integração do Comité Nacional Preparatório do 17º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes; da Comissão Promotora das comemorações populares do 25 de Abril: da plataforma «Juventude com Futuro com a Constituição do Presente!», que assinala os 35 anos da Constituição da República; e da Campanha «Água é de Todos», tendo integrado a comissão promotora da Iniciativa Legislativa de Cidadãos pelo direito à Água .
Reconhecendo a importância que a discussão, decisão e concretização colectivas têm na vida do CPPC, aumentou-se a periodicidade das reuniões da Direcção - tendo-se realizado 18 reuniões nos 24 meses deste mandato -, sendo de reconhecer, no entanto, a fraca assiduidade verificada. Apesar de tal dificuldade, foram mantidas consultas regulares a todos os membros da Direcção para que a sua não presença física não constituísse um impedimento para o acompanhamento e a contribuição para os trabalhos de Direcção do CPPC.
De forma análoga, embora não se tenha conseguido dinamizar o funcionamento da Presidência do CPPC, vários dos seus membros participaram em iniciativas e procedeu-se à actualização de contactos com vista a permitir concretizar esse objectivo no futuro imediato.
Apesar de a ter definido como objectivo a alcançar, o CPPC não conseguiu apoiar a dinamização da actividade das Comissões de Paz, no entanto realizaram-se algumas actividades promovidas pelas Comissões de Paz do Barreiro, do Seixal e de Beja. Porém é de destacar a criação em Coimbra, no início de 2011, de uma Comissão de Paz que surgiu na sequência da dinamização do núcleo regional da «Campanha Paz Sim! NATO Não!». É necessário conhecer melhor a situação real das Comissões de Paz, e tomar medidas que possam consolidá-las e assegurar a sua actividade regular.
Relativamente à dinamização de grupos de trabalho temáticos (basicamente ligados às áreas do militarismo, da solidariedade (nomeadamente, do Sahara Ocidental), da informação, das questões financeiras e da sede), apesar da decisão e da adopção de medidas para a alcançar, esta não foi possível de concretizar.
Verificou-se a participação de aderentes em iniciativas pontuais promovidas pelo CPPC, no entanto, o mesmo não aconteceu no seu trabalho regular, onde a participação foi mais reduzida.
Relativamente ao reforço e à regular divulgação da sua intervenção (junto dos seus aderentes, do movimento da paz e de outras entidades), o CPPC assegurou o envio de informação, fundamentalmente, via e-mail, divulgando igualmente a sua actividade através da publicação do «Noticias da Paz» e pela «internet».
Nos últimos dois anos foram editados 4 números do «Notícias da Paz» (um deles apenas em suporte digital), tendo sido reformulado o seu formato de forma a reduzir os custos de impressão e melhorada a sua distribuição digital.
Confrontados com a dificuldade em manter atempadamente actualizada a página do CPPC na «internet», foi iniciado um processo de renovação desta, que não foi possível concluir até ao momento. No entanto, para manter e ampliar as vias de difusão de informação e de divulgação da actividade do CPPC, foi criada, a partir de 14 de Fevereiro de 2011, uma página do CPPC numa «rede social», que sendo perfeitamente acessível a quem o deseje, tem contribuído para minorar a ausência temporária da página, contando já com quase 500 «inscritos» e tendo uma média superior a 13.000 visualizações por mês.
O CPPC realizou esforços com vista a melhorar a comunicação com os seus aderentes, tendo actualizado alguns dos contactos ao longo de 2011, o que permite uma mais eficaz divulgação das suas actividades e cobrança de quotas.