Outras Notícias

48º Aniversário da criação de Frente Polisário

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O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) saúda a Frente Polisário, legítima representante do povo sarauí, por ocasião do 48.º aniversário da sua criação, a 10 de maio de 1973, reconhecendo o seu papel determinante na luta contra o colonialismo e pelo reconhecimento do direito inalienável do povo do Saara Ocidental à autodeterminação e a uma pátria livre e soberana nesse território, no que se inscreve a proclamação da República Árabe Sarauí Democrática (RASD) em 1976.
A Frente Polisário foi criada depois de resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas a determinar, respetivamente, a descolonização do território (Resolução 1514, de 1960) e o direito do povo sarauí à autodeterminação (Resolução 2229, de 1966). No entanto, a potência colonial à época, Espanha, não só incumpriu com aquelas resoluções mas também deu azo à ocupação do Sara Ocidental pelo Reino de Marrocos, em 1975.
A Frente Polisário organizou a resistência armada ao invasor e a 27 de fevereiro de 1976 proclamou a RASD na parte libertada do seu território. Dois terços do Sara Ocidental continuam, no entanto, sob ocupação ilegal do Reino de Marrocos, apesar de este ter ficado obrigado pelo acordo de cessar-fogo de 1991 à realização de um referendo pela independência.
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Fim à agressão contra a Síria - a paz é urgente!

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São já velhas de 10 anos as primeiras provocações e confrontos com que, em março de 2011, se dava inicio à operação de desestabilização e agressão que visava derrubar o Governo sírio. Tal como sucedeu pouco antes na Líbia, as principais potências ocidentais e as suas aliadas regionais, escudando-se atrás de grupos terroristas, por si próprias criados, armados, treinados e financiados, impuseram a agressão e a destruição da Síria, visando mudar o regime político-constitucional do país, com o objetivo de explorar os seus recursos naturais e remover um dos principais obstáculos ao total domínio da região.
O resultado são dezenas de milhares de mortos e feridos, milhões de deslocados e refugiados; incalculáveis danos económicos, materiais e patrimoniais; graves problemas económicos e sociais não apenas pelas armas, como pelas violentas sanções e bloqueio impostos pelas potências ocidentais – como punição ao povo sírio, perante a sua resistência –, mesmo em situação de pandemia.
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Palestina | Dia da Terra | 30 de março

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O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) associa-se à celebração do Dia da Terra com que o povo palestino lembra todos os anos a greve geral e as grandes manifestações contra a confiscação de terras, em que foram assassinados seis jovens na Galileia, a 30 de março de 1976, por tropas. Data que se tornou um marco na unidade patriótica do povo palestino em luta contra a ilegal ocupação por Israel de territórios palestinos e pelo direito a uma Palestina livre e independente.
Vai longo o rasto de sofrimento infligido ao povo palestino por décadas de ocupação israelita. De acordo com diversos relatórios, relativos a de 2020, verificaram-se: milhares de civis mortos e feridos pelo ocupante (2.021 por forças militarizadas e 104 por colonos, de janeiro a outubro); demolições de casas e outras estruturas (568, de janeiro a meados de outubro); restrições da liberdade de circulação (1.500 postos de controlo móveis erguidos entre abril de 2019 e março de 2020, além de 600 postos permanentes). Continuaram as prisões arbitrárias (havia um total de 4.207 detidos em setembro, incluindo 355 crianças em detenção administrativa sem acusação formal); o confisco de terras e instalação de colonatos (um total de 647.000 colonos até à data); constantes humilhações e arbitrariedades sobre a população palestina. E ainda o muro que o ocupante israelita construiu, 85% do qual dentro do território ocupado, isolando, assim, milhares de palestinos das suas terras agrícolas e tornando altamente restritivo o acesso de outros 11.000 a propriedades e serviços básicos que “ficaram” do outro lado da barreira de betão.
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Venezuela Bolivariana | Coragem e Resiliência

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O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) tem acompanhado com profunda indignação, mas sem surpresa, os primeiros sinais em matéria de política externa vindos da nova Administração dos Estados Unidos da América, e, designadamente, em relação à República Bolivariana da Venezuela.
Indignação pelas sanções perversas e ilegais impostas pelos EUA à Venezuela, que têm exacerbado as dificuldades económicas do país e afetado dramaticamente todo o povo, em especial os mais pobres, infligindo um sofrimento atroz, inclusive à numerosa comunidade portuguesa que habita naquele país.
A atual Administração parece querer prosseguir esta política de ingerência e bloqueio, embora com eventuais alterações de fachada de modo a facilitar o envolvimento de terceiros países no seu projeto de guerra híbrida contra a Venezuela soberana, que luta corajosamente pela gestão dos seus recursos naturais em prol da melhoria de vida do seu povo face a uma oligarquia habituada a viver de rendas da exploração por procuração das multinacionais
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