nao ao bloqueio respeito pela soberania da venezuela 1 20190829 1253902595

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) repudia o agravamento do ilegal bloqueio dos EUA contra o povo da Venezuela e a sua Revolução Bolivariana, anunciado pela Administração de EUA/Donald Trump.

O CPPC defende o legítimo direito dos povos a decidirem soberanamente o seu rumo de desenvolvimento – um direito consagrado na Carta das Nações Unidas e no Direito Internacional –, uma sua posição de sempre que é tão mais importante reafirmar no momento em que se intensifica uma aberta e descarada ameaça, com pressão, chantagem, bloqueio e interferência sobre a República Bolivariana da Venezuela, que visa atingir e agravar as condições de vida do seu povo.

 

O que a Administração dos EUA e a oligarquia venezuelana não perdoam é a capacidade de resistência de um processo soberano, democrático e de conteúdo progressista que colocou as imensas riquezas da Venezuela ao serviço do desenvolvimento económico, social e cultural do povo venezuelano, que ajudou a construir caminhos de cooperação entre países da América Latina, mutuamente vantajosos e libertos da alçada dos EUA, que afirmou a sua determinação em seguir um caminho livremente escolhido pelo povo venezuelano, sem ingerências nem interferências exteriores.

Tendo presente os grandes desafios e problemas que enfrenta a Revolução Bolivariana e o povo venezuelano, não podemos também deixar de ter presente as profundas transformações operadas na Venezuela em quase 20 anos, que, apesar de bloqueios e ingerências de toda a espécie, alcançou 2,8 milhões de famílias realojadas, a erradicação do analfabetismo, uma das maiores taxas de frequência universitária do mundo, avanços na saúde, reconhecimento dos direitos dos povos indígenas, um regime democrático amplamente participado.

Inaceitavelmente, o Governo português tem optado pelo lado do agressor, da ingerência, da ilegalidade e das forças de extrema-direita, contra os direitos e interesses do povo venezuelano e da importante comunidade portuguesa que o integra, a soberania, a paz e o Direito Internacional.

Perante o boicote e o agravamento do férreo bloqueio económico e financeiro, perante a tentativa de isolamento político e diplomático da Venezuela, que visam atingir a economia deste país e prejudicar as condições de vida do povo venezuelano, quem defende a paz e o direito de cada povo a definir, livre de ingerências externas, o seu futuro, só pode exigir o fim do boicote e do bloqueio económico, pois é o seu fim que serve os interesses do povo venezuelano e da comunidade portuguesa que vive na Venezuela.

Perante a ameaça de intervenção militar, a desestabilização, toda a imensa agressão externa de que a República Bolivariana da Venezuela e o seu povo são vítimas, quem defende a paz e o direito de cada povo a definir, livre de ingerências externas, o seu futuro, só pode ser solidário com a Revolução Bolivariana e o povo venezuelano que luta em defesa da sua soberania, do seu direito ao desenvolvimento e ao progresso social.

O CPPC apela a todos os amantes da paz que exijam o fim do bloqueio da Administração dos EUA/Donald Trump à República Bolivariana da Venezuela.

Direcção Nacional do CPPC

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