em portugal solidariedade com a venezuela bolivariana 3 20190225 1436286485

Leia a intervenção de Ilda Figueiredo, em representação do Conselho Português para a Paz e Cooperação, no ato político-cultural "Pela Paz! Solidariedade com a Revolução Bolivariana!" ocorrida no passado dia 22 de Fevereiro na Voz do Operário em Lisboa.

"Em nome do Conselho Português para a Paz e Cooperação e de todas as organizações promotoras, saúdo as amigas e amigos que connosco participam neste imprescindível ato político cultural em defesa da Paz e de afirmação da solidariedade com a Revolução Bolivariana, destacando em particular os artistas que vamos ver e ouvir, assim como a direção e os trabalhadores da Voz do Operário que nos cederam esta sala e apoiaram na organização desta sessão.
Um caloroso agradecimento a todos os que tornaram possível esta iniciativa.

 

Trata-se de uma iniciativa de enorme alcance político.
O que está em causa é a defesa da paz face à séria ameaça pela Administração norte americana, por Donald Trump, de agredir militarmente a República bolivariana da Venezuela e o povo venezuelano.

Por isso, aqui reafirmamos que a Venezuela não está só! e que não queremos mais desestabilização e golpes de estado, nem guerras de agressão como contra a Jugoslávia, o Iraque, a Líbia, a Síria ou o Iémen!

Cumprimento e agradeço em particular a participação do senhor Embaixador da República Bolivariana da Venezuela, General em Chefe Lucas Ríncon Romero, assim como da senhora Embaixadora da República de Cuba, Mercedes Martinez, e de Augusto Praça, em representação da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional, a CGTP-IN, que aqui também iremos ouvir.

Para todos nós a defesa da paz, do respeito pela soberania dos povos, é uma questão premente.

A expressão clara e firme da solidariedade com a Revolução bolivariana é tão mais importante quando sobre a Venezuela se abate uma imensa operação de ingerência e agressão, sustentada numa ampla campanha de desinformação que deliberadamente esconde que na raiz de dificuldades sentidas pelo povo venezuelano – que atingem também a comunidade portuguesa na Venezuela – está um feroz e desumano bloqueio económico e financeiro promovido pela Administração Trump, um autêntico roubo de milhares de milhões de dólares e de euros do povo venezuelano, retidos nos EUA e nos países seus aliados, designadamente aqui na Europa.

A que afirmar que basta de ação desestabilizadora dos EUA e da extrema-direita venezuelana contra a Venezuela e o povo venezuelano.

Há que afirmar não a golpes de Estado, ao boicote económico, à acção de violência e terrorismo, à destruição de infra-estruturas e bens públicos.
A verdade que tentam escamotear é que em 20 anos, se realizaram 25 actos eleitorais na Venezuela, 23 dos quais ganhos pelas forças bolivarianas.

O que eles não querem aceitar é que o povo venezuelano possa decidir livre, soberana e democraticamente o seu caminho de desenvolvimento e progresso social.

Aqui afirmamos a nossa indignação e rejeição da posição do Governo português, de suporte do golpe planeado e levado a cabo pelos EUA contra a Venezuela e o povo venezuelano, que atinge igualmente a comunidade portuguesa que vive naquele país.

É vergonhosa a posição seguidista do Governo português de reconhecimento da auto-proclamação de Juan Guaidó como “presidente interino”, um autêntico fantoche dos EUA – uma posição que desrespeita e afronta a Constituição da República Portuguesa e do Direito internacional.

A condenável postura subserviente aos interesses dos EUA assumida pelo Governo português, torna-o, não só cúmplice, como ativo promotor, da manobra golpista em curso contra o legítimo Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro e o regime constitucional venezuelano.

Sabemos que esta nova manobra golpista é suportada pela mais descarada ingerência, pressão, chantagem, bloqueio, roubo, guerra mediática e ameaças contra a República Bolivariana da Venezuela.

Sabemos como mentem sem escrúpulos, como promovem uma autêntica propaganda de falsidades e ódio para abrir caminho à ingerência, à provocação e à agressão – basta ver as infames reportagens que passam nos canais de televisão portugueses.

Os EUA e seus subordinados tentam, através da asfixia da economia da Venezuela e do agravamento das condições de vida do seu povo, quebrar a sua resistência e reimpor o seu domínio sobre os riquíssimos recursos naturais daquele país – como sabemos, a Venezuela possui, entre outras riquezas, as maiores reservas confirmadas de petróleo a nível mundial.

Por isso, aqui estamos na defesa da paz e do o direito de cada povo a definir o seu futuro, na defesa do fim da ingerência, pois é esse o caminho que serve os interesses da Venezuela, do povo venezuelano, assim como da comunidade portuguesa que vive neste país.

Por isso, contra a continua desestabilização e ameaça de intervenção militar, perante toda a imensa agressão externa de que a República Bolivariana da Venezuela e o seu povo são vítimas, nós que defendemos a paz e o direito de cada povo a definir o seu futuro, só podemos estar do lado da solidariedade com a Revolução bolivariana e o povo venezuelano que luta em defesa da sua soberania, pelo seu direito ao desenvolvimento e ao progresso social, pelo seu direito à paz!

Por isso, aqui exigimos ao Governo português que altere a sua posição e a respeite a Constituição da República Portuguesa e o Direito Internacional.

Não queremos mais golpes de Estado fascistas – como contra o Chile de Salvador Allende!

Queremos que se respeite a soberania e independência da Venezuela!

Apelamos à continuação da solidariedade com a Venezuela e o seu povo!

Viva a Venezuela bolivariana!

Viva o povo venezuelano!

A Venezuela não está só!

A Venezuela vencerá!"

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