a organizacao das nacoes unidas 1 20200512 1548129354

À Organização das Nações Unidas

Sr. António Guterres
Secretario-geral da Organização das Nações Unidas

A pandemia da COVID-19 e o seu impacto na situação económica e social exige a convergência de vontades e esforços ao nível internacional, para que estes sejam superados, no respeito dos direitos e da soberania dos
povos de todo o mundo.

Assume, pois, particular significado o importante exemplo de países, como a China, Cuba ou a Rússia, que escolheram, deste o primeiro momento, o caminho da solidariedade e da cooperação, enviando profissionais de saúde e equipamentos médicos para alguns dos países mais afetados pela pandemia do novo coronavírus.

 

No entanto, a pandemia da Covid-19 poderá ter efeitos mais graves para os povos que estão confrontados com a guerra ou a ocupação – como no Afeganistão, no Iémene, no Iraque, na Palestina, no Sara Ocidental ou na Síria –, para os refugiados destas guerras que permanecem em campos sem condições – incluindo em países na União Europeia –, assim como para povos de Estados sujeitos a sanções e bloqueios económicos, comerciais e financeiros que os EUA ou a União Europeia impõem a países que afirmam a sua soberania, como a Cuba, ao Irão, à Síria, à Venezuela, entre outros Estados-membros das Nações Unidas.

No preciso momento em que o mundo enfrenta a pandemia, os Estados Unidos da América, e alguns outros países, não só rejeitam as múltiplas iniciativas no sentido do levantamento das suas ilegais e desumanas sanções e bloqueios, que agridem os direitos e a soberania dos povos, como as incrementam contra alguns países.

Do mesmo modo e através da sua ação, os EUA, e alguns outros países, estão a impedir a assistência por parte de instâncias das Nações Unidas a pedidos de apoio para o combate à epidemia por parte de países visados por essas medidas coercivas e unilaterais, que constituem uma afronta ao direito internacional.

Deste modo, as organizações abaixo subscritas, revendo-se e dando expressão aos princípios da Constituição da República Portuguesa e da Carta das Nações Unidas, instam:

- ao fim imediato da agressão e da ingerência contra outros países e os seus povos e da ameaça do uso da força nas relações internacionais;

- ao fim imediato das sanções e bloqueios económicos, comerciais e financeiros impostos contra outros países e os seus povos.

O tempo que vivemos exige a solidariedade para com os países e povos – incluindo os deslocados e refugiados – fustigados por criminosas agressões militares, sanções e bloqueios económicos, comerciais e financeiros.

Basta de guerra e de agressão!
Pela Paz todos não somos de mais!

Organizações subscritoras (até o momento):

Associação Conquistas da Revolução
Associação de Amizade Portugal – Cuba (AAPC)
Associação Intervenção Democrática (ID)
Associação Portuguesa de Amizade e Cooperação Iúri Gagárin
Associação Portuguesa de Juristas Democratas (APJD)
Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN)
Confederação Nacional da Agricultura (CNA)
Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI)
Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC)
Ecolojovem – Os Verdes
Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT)
Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (FIEQUIMETAL)
Federação Nacional dos Professores (FENPROF)
Juventude Comunista Portuguesa (JCP)
Movimento Democrático de Mulheres (MDM)
Sindicato dos Professores da Região Açores
Sindicato dos Professores da Região Centro
Sindicato dos Professores do Norte
Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML)
União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP)
União dos Sindicatos da Figueira da Foz
União dos Sindicatos de Aveiro
União dos Sindicatos de Lisboa
União dos Sindicatos do Distrito de Leiria