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"Milhões para a guerra

Em 2015, gastou-se no mundo mais de 1700 mil milhões de dólares em armamento e equipamento militar (dados do SIPRI). Os EUA, com despesas militares na ordem dos 600 mil milhões, continuam a ser de longe o país que mais investe na guerra, assumindo sozinho 36 por cento do total das despesas militares mundiais. Os três países que se seguem – China, Arábia Saudita e Rússia – não chegam, juntos, a metade do valor dos EUA.
Em conjunto, os 28 países da NATO assumem perto de 50 por cento do total dos gastos militares (ou seja, tanto quanto os restantes 165 Estados membros das Nações Unidas), constituindo-se como os principais dinamizadores da actual corrida aos armamentos. Esta «superioridade» é ainda mais flagrante se a estes gastos somarmos os realizados por outros parceiros da NATO, como a Arábia Saudita (5 por cento do total), o Japão (2,4 por cento), a Coreia do Sul, a Austrália, os Emirados Árabes Unidos ou Israel. É ainda de registar o aumento significativo das despesas militares em muitos dos países do Leste da Europa, particularmente nos três estados do Báltico, na Polónia, na Roménia e na Eslováquia.
O que se gasta em armamento e equipamento militar e o que se gasta na guerra, dava para resolver todos os problemas alimentares e sanitários que afectam hoje muitos milhões de pessoas em todo o mundo, pelo que o fim da corrida aos armamentos e a redução significativa das despesas militares, libertando avultados recursos para infra-estruturas e apoios sociais, são imperativos políticos e éticos."