No momento em que se assinalam 62 anos da existência da NATO - criada a 4 de Abril de 1949, tendo como um dos seus membros fundadores Portugal fascista -, esta inaugura com a agressão à Líbia o seu renovado conceito estratégico, que foi adoptado 4 meses antes na sua Cimeira de Lisboa.

Como alertou a Campanha em defesa da Paz e contra a Cimeira da NATO em Portugal – Campanha «Paz sim! NATO não!» - de que o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) foi uma das organizações promotoras -, os EUA e os seus aliados pretendem, com o renovado conceito estratégico da NATO, fomentar a ingerência, a militarização das relações internacionais e a guerra sob a desculpa de um qualquer pretexto.

Entre outros aspectos, alertava-se ainda para que a NATO provocaria as situações que posteriormente – perante uma opinião pública intencionalmente manipulada através de campanhas de desinformação – utilizaria para tentar «justificar» a sua agressão, se possível, instrumentalizando o direito internacional para procurar «legitimar» a sua acção ilegal.

Denunciava igualmente a Campanha «Paz sim! NATO não!» que a NATO pretendia alargar a sua esfera de acção a partir do estabelecimento de ditas «parcerias» com países, organizações regionais ou internacionais (incluindo a ONU), com conteúdo, forma e duração variáveis, de forma a permitir a sua presença e acção directas ou o amarrar e colocar outros ao serviço dos seus objectivos e concretização da sua estratégia de domínio em todas as regiões do mundo. A NATO desempenharia, conforme as necessidades ou possibilidades, o papel de director e actor central ou de director de outros actores (vejam-se os exemplos dos Balcãs Bósnia-herzegovina, Kosovo) ou do Afeganistão.

A agressão à Líbia levada a cabo pelos EUA/NATO aí está a demonstrar justeza destas palavras, isto é, de que a NATO é uma máquina de guerra dos EUA e seus aliados, uma aliança militar agressiva que constitui, na actualidade, a maior ameaça à paz e à segurança internacional.
Deste modo e nesta ocasião, o CPPC reafirma o compromisso - assumido perante as dezenas de milhares de manifestantes que participaram na grande manifestação da Campanha «Paz sim! NATO não!», de 20 de Novembro de 2010 - de continuar a reforçar o movimento pela paz e anti-imperialista, persistindo na sua activa intervenção em prol:

- Da oposição à NATO e aos seus objectivos belicistas;

- Da retirada das forças portuguesas envolvidas em missões militares da NATO;

- Do fim das bases militares estrangeiras e das instalações da NATO em território nacional;

- Da dissolução da NATO

- Do desarmamento e o fim das armas nucleares e de destruição maciça

- Da exigência do respeito e cumprimento da Constituição da República Portuguesa e das determinações da Carta das Nações Unidas, pelo direito internacional e pela soberania e igualdade dos povos.


O Conselho Português para a Paz e Cooperação