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15 de Maio de 1948 fica marcado na História como o início da tragédia que se abateu sobre o Povo Palestino. Um dia depois da Grã-Bretanha ter abandonado o Território da Palestina histórica sem assegurar o cumprimento do mandato, que lhe tinha sido atribuído pela Organização das Nações Unidas, que visava assegurar a aplicação da Resolução nº 181, de 29 de Novembro de 1947, que decidiu a divisão da Palestina em dois Estados - Israel e Palestina - e de Israel ter proclamado, unilateralmente, a independência, teve início a guerra entre os estados árabes, com fronteiras com a Palestina, e o recém-criado Estado de Israel, a qual durou cerca de um ano.

Esta foi aproveitada por Israel para se apropriar de 78 % do território atribuído pela ONU para a constituição do Estado da Palestina e para levar a cabo uma limpeza étnica, que expulsou das suas terras mais de 700 000 palestinos e inviabilizou, até aos dias de hoje, a criação de um Estado palestino viável.

Condenados à diáspora, a viver em campos de refugiados ou a ser apátridas na sua própria terra, os palestinos continuam a viver o drama iniciado nesse 15 de Maio de 1948, o dia da catástrofe ou “Nakba”.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação, sempre solidário com este povo palestino, manifesta-lhe o seu incondicional apoio na luta contra a opressão israelita, pela dignidade e pelo direito inalienável à constituição de um Estado Livre e Soberano:

-Manifesta o veemente repúdio pelos actos criminosos cometidos por Israel contra o povo palestino e exige que as Nações Unidas dêem cumprimento às inúmeras Resoluções condenatórias dos mesmos;

-Apela às autoridades do Estado Português para que, no cumprimento dos preceitos constitucionais, desenvolvam os esforços necessários para uma solução justa para a situação do Povo Palestino e condene veementemente as constantes violações, por Israel, do Direito Internacional e das Resoluções das Nações Unidas, exigindo, designadamente a criação do Estado da Palestina com capital em Jerusalém Oriental, a libertação dos prisioneiros políticos palestinos nas prisões israelitas, o fim dos colonatos israelitas e do muro de separação e o direito de regresso dos refugiados palestinos.