O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) considera da maior importância o cessar fogo bilateral e definitivo que entrou hoje em vigor entre o Governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP), que se segue ao Acordo Final para a Fim do Conflito e a Construção de uma Paz Estável e Durável na Colômbia, alcançado recentemente em Havana, Cuba, visando o fim de mais de meio século de confronto armado.

Recorde-se que no âmbito do processo de negociações de paz que decorriam na capital cubana, há cerca de quatro anos, e como gesto de boa vontade, as FARC-EP já tinham declarado um cessar-fogo unilateral a 20 de Julho de 2015, mas o processo, que envolve a resolução de muitos problemas, só agora foi concluído, dando lugar ao cessar fogo bilateral e definitivo.

No entanto, para que todo o processo fique concluído há ainda várias etapas e importantes garantias a concretizar e a assegurar.

O Presidente da Colômbia apresentou no Congresso o acordo de paz.

As FARC-EP promovem, de 13 a 19 de Setembro, a realização da X Conferência Nacional Guerrilheira, em San Vicente del Caguán (Sudoeste da Colômbia), onde deverá ser ratificado o acordo e ser abordada a passagem da guerrilha a um movimento político.

Sublinham ainda que “o regime político colombiano acordou com as FARC-EP o fim da guerra e comprometeu-se, de forma solene perante a comunidade nacional e internacional, a abrir as portas da democracia no país e imprimir o cunho da justiça nas relações sociais”, e expressam o desejo «Que nunca mais as armas da República apontem os seus canhões contra as gentes do seu povo. Que nunca mais seja necessário um levantamento”.

O CPPC valoriza o acordo de paz, sublinhando o papel de Cuba, assim como de outras partes envolvidas, esperando que o seu cumprimento decorra conforme planeado, para que a paz possa voltar à Colômbia e o seu povo alcance a democracia, a justiça e o progresso social a que tem direito.

29 de Agosto de 2016
Direcção Nacional do CPPC