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Em 6 de Novembro de 1975, Marrocos realiza a designada “marcha verde”. O governo marroquino decide, assim, invadir o território do Saara Ocidental, por meio de uma acção genocida: São utilizadas bombas de fósforo e napalm contra a população saharauí, obrigando esta a fugir e a refugiar-se no deserto inóspito do Saara.

Tal acção unilateral contrariava as negociações em curso sobre o destino do território, então ainda sob a administração colonial de Espanha, entre esta e os países limítrofes, e ainda o relatório do Tribunal de Justiça Internacional sobre essa disputa.


Actualmente, e passados 38 anos, a população saharauí, constituída maioritariamente por crianças, mulheres e idosos, está cercada por um muro de cerca de 2.600 quilómetros de extensão. Continua a viver no deserto do Saara, em acampamentos de refugiados, e está totalmente dependente da ajuda de diversas organizações internacionais.


A restante população saharauí, agora já na sua terceira geração, vive nos territórios ocupados e sofrem devido não só às imposições económicas e culturais, mas também devido a uma política de verdadeiro terror perpetrada pelo reino marroquino, perante os olhos e o silêncio da comunidade internacional. Todos os anos, saem milhões dos cofres marroquinos para manter o Saara Ocidental sob ocupação.


No total, são cerca de 280 mil quilómetros quadrados de território que “esconde” uma das maiores reservas de fosfatos do planeta e uma costa marítima constituída por um dos maiores bancos pesqueiros do mundo. O território saharauí é também rico em ferro, urânio, cobre e, claro, petróleo.


Em 1991, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou um plano de paz, incluindo o termo das hostilidades militares e um referendo para a autodeterminação do povo saharaui e o fim da ocupação marroquina, bem como pelo fim das constantes violações dos direitos humanos contra o povo saharauí. Portugal, à luz dos seus princípios constitucionais e estando também vinculado à lei internacional, deve desenvolver esforços para exigir a resolução deste conflito.


Hoje, e tal como ontem, o CPPC, solidário com a luta do povo saharauí e com sua legitima representante, a Frente Polisário, vem mais uma vez, reafirmar a solidariedade com o povo saharaui e com as suas justas reivindicações, nomeadamente o direito à sua auto-determinação e independência, apelando ao fim da ocupação marroquina do Saara Ocidental. Por um Saara Livre e independente!